Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 10/08/2021
No contexto da Segunda Guerra Mundial, em 1945, foram lançadas em direção as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, duas bombas atômicas que dizimaram milhares de vidas. Hodiernamente, muito se tem discutido, recentemente, acerca do óbice do temor atomístico, o qual, mediante ao grande desenvolvimento da energia nuclear, volta a trazer a tona o receio da população mundial. Desse modo, esse avanço pode ser observado tanto como uma evolução social, tanto como forma de extinção em massa.
Sob esse viés, é válido ressaltar como o avanço da energia atômica foi um marco para a sociedade. Marie Curie, química polonesa, descobriu dois novos elementos químicos (rádio e polônio) e um comportamento, que ela batizou de radioatividade, o qual mudou para sempre a percepção do que era o átomo. Seus estudos, geraram diversos métodos de tratamento utilizados até hoje na medicina, como a radioterapia, impotante no tratamento do câncer. Logo, é perceptível que a energia nuclear, quando utilizada de forma consciente, é positiva para a sociedade.
Outrossim, convém destacar o impacto negativo dessa energia na produção de bombas atômicas, utilizadas no contexto de guerras mundiais. Sabe-se, também, que a mesma tecnologia dos estudos de Marie Curie, permitiu a construção de bombas nucleares, como as direcionadas as cidades japonesas. As pessoas que não morreram diretamente, foram expostas a uma devastadora radiação, a qual gerou lesões genéticas que foram transmitidas para os seus filhos e todas as próximas gerações. Diante disso, nota-se como essa energia pode ser altamente perigosa.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para conter essa problemática. Posto isso, é necessário que a Organização das Nações Unidas (ONU), promova políticas pacificadoras, por meio de assembléias com os países conflituosos, a fim de que não se repita o cenário mundial ocorrido na Segunda Guerra e possa garantir uma sensação de segurança à população, que vem sofrendo com o medo atômico.