Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 10/08/2021
Em 1945, as bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, jogadas pelos os Estados Unidos da América no território japonês, puseram fim à segunda guerra mundial, entretanto criaram grande apreensão no mundo por seu poder de destruição em massa. Atualmente, o medo de uma possível guerra nuclear ou uma grande explosão persiste, em consequências da falta de conhecimento da população e negligência estatal. Nesse viés, o terror global das reações nucleares é inconcebível e merece um olhar crítico de enfrentamento.
Imprescindível frisar, a princípio, que fatores históricos contribuem com a problemática. Durante a Gurra Fria, conflito entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética, o pânico global de uma terceira guerra mundial envolvendo bombas atômicas, era recorrente. Nos dias atuais, esse sentimento persiste pela falta de comunicação do comitê científico com o público geral, esta falha no diálogo abre espaço para a mídia sensacionalista repercutir o horror na população ignorante no assunto, utilizando de apelos de caráter técnico para dar-lhes veracidade. Logo, o comportamento leigo dos indivíduos não pode persistir.
Outrossim, vale salientar a importância do Estado no óbice. Em 1987, em Goiana, uma fonte radioativa de Césio-137, utilizada em ações médicas foi abandonada pelos seus proprietários e depois rompida a marteladas em um ferro velho. Esta tragédia, provavelmente seria evitada caso o Brasil investisse em ciência e pesquisa e em infraestrutura e equipamentos adequados para os cientistas, atualmente o Brasil requer altas tecnologias pra a economia funcionar, porém o investimento na produção delas é desproporcional a necessidade. Por fim, seria negligênte na total inocência estatal no impasse.
Portanto, percebe-se que são necessárias mudanças capazes de mitigar o problema. Posto isso. Cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologias e Inovações em parceria com a mídia fazer propagandas com cientístas profissionais em horário nobre na Globo, SBT e Record, divulgando conhecimentos científicos, para o maior saber do tema que tanto gera caos, a fim de ter uma sociedade despreocupada e mais tranquila perante o assunto.