Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 10/08/2021
Desde a detonação das bombas atômicas no final da Segunda Guerra Mundial, várias nações se equiparam para um possível novo confronto. Assim, o mundo mantém-se em um constante temor de acontecer esse evento e devastar o planeta conhecido atualmente. Dessa forma, muitas das relações internacionais são construídas pelo medo de ser o próximo alvo, mas também ninguém quer perder seu poder bélico em razão de serem exemplo para os demais abaixarem suas armas.
Seguindo esse raciocínio, país nenhum quer se desarmar e ficar vulnerável para os demais o dominarem pela falta de poder bélico nuclear. A exemplo do filme “G.I Joe: Retalição”, de 2013, o qual mostra um cenário em que todas as nações decidiram parar o uso de armas atômicas e, em seguida, todas são traídas e ficam em função da vontade daquela que não recuou. De forma análoga à realidade, muitos governos mantém seu arsenal como uma garantia de não serem atacados pelos demais. Nesse caso, situações podem aumentar ainda mais as tensões entre eles, como instabilidade política, guerras ou demonstrações de poder típicas de regimes ditatoriais vistos na Coreia do Norte.
Entretanto, a outra face desse medo é o povo que pode vir a ser uma vítima de um possível conflito agravado pela bombas atômicas. Desse modo, a população seria culpada por desentendimento dos altos escalões do governo, semelhante à citação de Erich Hartman sobre jovens que morrem na guerra por decisões de velhos que não se matam. Outrossim, o resultado de qualquer confronto com armas nucleares é a inabitalidade de quaisquer territórios atingidos, pois o efeito pós-explosão é radiotividade excessiva, como observado em Chernobyl, maior acidente nuclear da história, que à longo prazo, causa mutação do DNA, que por sua vez pode gerar câncer, doença quase sem cura com risco de morte.
Portanto, o medo atômico é uma realidade que deve ser combatida para o bem comum. Por isso, é interessante propor à comunidade internacional desarmamento completo através de redução gradual, a fim de diminuir as tensões entre os componetes. Ademais, os governos podem mudar o foco de poder bélico para poder energético, porque a energia nuclear foi pouco desenvolvida e pode avançar, inclusive para novas descorbertas sobre a radioterapia, por meio de redestribuição de verba, com o propósito de fornecer eletricidade barata e melhoria na qualidade de vida da população em geral.