Como lidar com o medo atômico?

Enviada em 17/08/2021

Segundo Sartrê, filósofo frânces, o ser humano é livre e responsável, cabe a ele escolher o seu modo de agir. Logo, com o avanço do sistema capitalista e da tecnologia em um mundo comandado por potências armamentista, recai sobre o homem o dever de tomar medidas para que as relações socias permaneçam harmonicas. No século XXI, a preocupação com as constantes ameças de guerras atômicas refletem essa realidade.

Primeiramente, apesar de a Guerra Fria ter terminado na década de 90, o medo da possibilidade de uma guerra nuclear ainda paira sobre a humanidade. Pois, após o fim do mundo bipolar, diversos países começaram a se armar, os conflitos socioculturais e por território intensificam apesar de medidas preventivas da organização das nações unidas, a exemplo, a retomada do poder do Talibã no Afeganistão, gerando caos globalizado por conta das ações antidemocraticas e de caráter fundamentalista. Por isso, o contexto de mundo em constante ameaça reflete a necessidade de medidas de amparo para os que sofrem indiretamente com os riscos.

Em segundo plano, as consequências para a saúde da população que serão afetadas é de preocupação mundial. A exemplo, o ataque de Hiroshima e Nagasaki além dos efeitos imediatos com a morte de 74 mil pessoas, as sequelas de longo prazo tiveram maior incidência, com o tempo, algumas pessoas da região desenvolveram tumores malignos e doenças que antes não eram tão comuns, relacionadas diretamente com a quantidade de radiação emitidas por essas bombas, caso que põem em risco nações vizinhas não envolvidas no atentado. Logo, apesar dos conflitos permanecerem entre poucas potências, muitas sociedades são atacadas

Portanto, o medo relacionado as bombas atômicas é intimamente relacionada com as tensões entre pôtencias e seus poderes armamentistas. Por isso, é dever do Estado criar medidas socioeducativas e de prevenção para que a população esteja preparada para situações extremas, diminuindo o medo ao desconhecido, devem colocar treinamentos em escolas e treinar educadores para que saibam como lidar, gerenciando situações de caos generalizado. Além disso, organizações não governamentais possuem meios de implementar campanhas de conscientização e informação para a população, promovendo palestras e distribuindo em redes sociais para que se tenha maior alcance. A educação transforma e o conhecimento é vital para evitar o colapso