Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 10/06/2022
A Era Nuclear é o período histórico que se inicía com o uso das bombas atômicas, que explodiram em Hiroshima e Nagasaki, marcando o fim da Segunda Guerra Mundial. A partir desse momento, de extremo terror, começa uma pavorosa fase no militarismo humano, e, então, diversas nações desenvolvem projetos bélicos nucleares. Nesse sentido, o medo atômico está intimamente ligado ao temor do conflito militar em escala planetária, a guerra nuclear.
Primeiramente, o perigo atômico é um problema dramático de uma sociedade violentamente militarista. Sendo, dessa maneira, possível concluír que a principal ameaça à destruição da vida humana, por meio de um holocausto nuclear, é o arsenal atômico dos Estados Unidos da América. Pois, de acordo com os dados do Instituto Estocolmo para a Paz Mundial, os Estados Unidos são o país com o maior orçamento de defesa do mundo, de 801 bilhões de doláres, concentrando 39% dos gastos militares globais no ano de 2021. Ademais, durante o governo do ex-presidente Barack Obama, foi estabelecido o programa de revitalização do arsenal nuclear estadunidense, com a projeção de um gasto de 348 bilhões de doláres até o ano de 2024, segundo a revista Forbes. Assim sendo, nenhum outro projeto bélico no mundo recebe tanto investimento e infraestrutura, tendo a capacidade de destruir toda a vida no planeta.
Portanto, lidar com o medo nuclear é lutar contra a violência beligerante da sociedade humana, a partir da formação de organizações não-governamentais, grupos de ativismo e partidos políticos. Para, desse jeito, se organizar em favor da paz mundial e contra o gasto belicista planetário exorbitante.
Assim, é urgente resolver essa problemática de uma forma que assegure a paz mundial. Então, é essencial que a Organização das Nações Unidas garanta que os países do mundo cumpram tratados de regulação de armas nucleares, reforçados por meio de inspeções executadas pela Agência Internacional de Energia Nuclear, para impedir corridas armamentistas que desestabilizem a ordem internacional. Essas medidas leverão a um controle imparcial e supra-estatal da proliferação de armas nucleares. E, assim, a frase “agora eu me tornei a Morte, destruídora de mundos”, dita pelo físico Oppenheimer, pai da bomba atômica, não seja realizada.