Como o planejamento urbano pode garantir cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis

Enviada em 21/04/2026

Londres, desde seu domínio pelo Império Romano, desenvolveu-se organicamente. Por isso, a capital apresenta irregularidades geográficas até a atualidade, como as ruas assimétricas, que são propícias aos acidentes de trânsito. Desse modo, a ausência do planejamento urbano é inaceitável no que diz respeito à segurança da população. Sendo assim, o urbanismo é essencial para a garantia da inclusão e da sustentabilidade.

Em primeiro plano, um projeto é imprescindível para cidades inclusivas. Consoante a Confederação Nacional do Transporte, 59,2% das rodovias no Brasil apresentam sinalizações problemáticas. Então, a ineficácia dos semáforos e sistemas sonoros, que auxiliam pessoas com deficiências visuais e auditivas no tráfego, colabora para a exclusão dessas pessoas, pois as obriga a evitar circular como pedestres, por prezarem pela própria integridade física. Dessa forma, o projeto é necessário para a idealização e a aplicação de sinalizações adequadas, a fim de que a segurança e a inclusão social, de fato, ocorram.

Além disso, essa organização promove a sustentabilidade e, como consequência, a resiliência aos desastres naturais. Em vista disso, o SOS Rio Grande do Sul - iniciativa dos governantes locais - divulgou que 478 municípios foram afetados pelas enchentes em 2024. Ademais, a proporção da catástrofe decorre da falta de manutenção dos sistemas de drenagem, o que possibilita o acúmulo da água. Logo, a recorrência dos desastres, juntamente à ausência de políticas públicas rigorosas, como para o escoamento pluvial, ameaça a integridade das construções, por exemplo, as moradias. Com efeito, a organização implica cidades sustentáveis e resilientes.

É indispensável, portanto, que as prefeituras, através das Secretarias de Planejamento Urbano, atuem sobre a gestão dos espaços. Diante disso, os agentes devem, por intermédio de uma análise do território brasileiro, reavaliar o planejamento urbano dos locais já ocupados e planejar aqueles desocupados, tendo em vista alcançar os aspectos apresentados. Por conseguinte, a garantia da segurança, inclusão, sustentabilidade e resiliência será a regra, enquanto o empecilho vivenciado pelos londrinos será a exceção.