Como o planejamento urbano pode garantir cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis
Enviada em 08/07/2025
A cidade de Belo Horizonte (BH) - em Minas Geraias - foi planejada circunscrita à uma avenida chamada " Avenida do Contorno", no entanto, a acomodação da cidade se deu, também, à margem externa a essa rua, de forma a fugir do projeto e promover a desorganização urbana. Do mesmo modo, ocorre a falta de inclusão, segurança e sustentabilidade em espaços urbanos por toda a extensão do território brasileiro. Assim, nota-se que as consequências da falta de controle do crescimento das cidades somada à marginalização de algumas populações são escancaradas desigualdade social, o que deve ser resolvido pela Câmara Federal.
Nesse contexo de ausência de características urbanas que ofereçam qualidade de vida à população - como a segurança, a inclusão e a sustentabilidade - se pauta no aumento abrupto das grandes cidades sem a preocupação de acomodação de trabalhadores, principalmente, como acontrceu em BH, o que, em grande parte das vezes originam favelas. Com isso, apenas parte da sociedade brasileira recebe disponibilidade de serviços que trazem a amenização dos perigos e desconfortos que as metropoles geram - como policiamento contínuo, acesso a alimentos orgânicos e acesso à áreas verdes.
Consequentemente, percebe-se que a população que não tem esses direitos garanidos vibe com restrições de horários, caminhos e vivências, o que pode ameaçar a vida dessas pessoas. Isso retratao que o sociólogo Achile Mbembé chama de " Necropolítica", que é a omissão governamental sobre determinada camada da sociedade, o que as pessoas falam em expressão popular de " deixar para morrer". Com isso, nota-se que as cidades são planejadas para negligenciar direitos de pessoas que não possuem alto poder aquisitivo e nem acesso a lugares que pessoas com características diferentes transitam, a não ser para fins trabalhistas,de forma a aumentar cada vez mais a desigualdade social urbana.
Portanto, tendo em vista os problemas causados pela falta de planejamento das cidades, é necessário que a Câmara dos Deputados sancionem leis que garantam a segurança, sustentabilidade, resiliência e inclusão a todos os os membros da sociedade, sobretudo, àquelas pessoas que sofrem mais com isso - as marginalizadas. Isso ocorrerá por meio de debates e atenuará as desigualdades.