Como o planejamento urbano pode garantir cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis

Enviada em 16/07/2025

No filme Central do Brasil, é retratada a realidade de pessoas que residem nas periferias das grandes metrópoles, marcadas pela superlotação e pela falta de infraestrutura. De forma análoga ao que se vê na obra, o Brasil contemporâneo enfrenta sérios desafios urbanos, como a exclusão social, a insegurança e a degradação ambiental, muitas vezes causados por um planejamento urbano ineficiente. Nesse cenário, a construção de cidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis é dificultada tanto pela ineficácia das políticas públicas quanto pelas falhas no processo educacional.

Diante do cenário exposto, a ineficácia das políticas públicas contribui para a ausência de um planejamento urbano eficiente, dificultando o estabelecimento de cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis. Conforme defende o sociólogo Émile Durkheim, uma sociedade que carece de normas claras, valores consolidados e limites bem definidos encontra-se em estado de anomia social. Essa condição pode ser observada na realidade brasileira atual, especialmente quando o poder público negligencia direitos básicos de grupos vulneráveis, como as pessoas com deficiência física, que frequentemente enfrentam obstáculos no acesso à mobilidade urbana, à educação e à saúde.

Ademais, as falhas educacionais também se configuram como fatores determinantes para o descaso com o planejamento urbano no Brasil. Segundo o filósofo Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”, o que evidencia o papel central da educação na formação de cidadãos conscientes e críticos. Sob essa perspectiva, a precariedade do sistema educacional brasileiro contribui para a manutenção de mentalidades alienadas, que dificultam a compreensão da importância de cidades inclusivas e sustentáveis.

Infere-se, portanto, que as políticas públicas ineficazes e as falhas educacionais configuram-se como desafios para o planejamento urbano no Brasil. Nessa ótica, o governo federal, em parceria com os governos estaduais e municipais, promover políticas públicas voltadas à inclusão social, por meio da criação de projetos de habitação popular com infraestrutura adequada, acessibilidade e espaços de convivência.