Como o planejamento urbano pode garantir cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis
Enviada em 14/07/2025
Durante a revolução industrial, o cenário brasileiro mudou e as florestas foram substituídas por indústrias, fazendo com que a saúde da população e do planeta Terra decaísse. A partir disso, fica evidente que o financeiro é colocado como algo mais importante do que as pessoas, e como reflexo disso temos um planejamento urbano repressor para pessoas em situação de rua e menos beneficiadas financeiramente. Logo, faz-se necessária a exposição desse dilema.
De início, é crucial pontuar que pessoas em situação de exclusão habitacional sofrem diretamente com a arquitetura metropolitana. Diante disso, o filósofo Henri Lefebvre afirma que a cidade é um direito de todos, não um privilégio de poucos. Com isso, fica evidente que ao implantar a chamada “arquitetura hostil”, forma de tentar invisibilizar pessoas sem moradia e afastá-las dos grandes centros, desumanizam essa parte da população.
Ademais, vale ressaltar que a divisão injusta de riquezas faz com que a parte mais necessitada da sociedade viva em lugares de risco. Diante disso, esse cenário se faz presente no Brasil desde a era colonial, visto que a burguesia de Portugal ganhou da coroa as melhores terras, enquanto os nativos viviam à mercê da sorte. Dito isso, fica transparente que os mais desfavorecidos financeiramente são deslocados para locais com risco ambiental ou baixa segurança, mantendo uma segregação no meio urbano.
Portanto, torna-se primordial mitigar as causas e consequências que o planejamento urbano segregatório gera na comunidade. Dessa forma, compete ao Ministério Público em parceria com o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), criar o programa “Teto Para Todos”, com o objetivo de fornecer casas para moradores de rua e famílias que vivem em situação de vulnerabilidade, além disso, cabe ao Ministério do Trabalho fornecer vagas de emprego para os participantes do programa, sendo essa uma forma de dar dignidade para essa comunidade. Assim, a dissertação do filósofo Henri Lefebvre será colocada em prática.