Como o planejamento urbano pode garantir cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis
Enviada em 26/07/2025
No filme alemão de 1927 “Metropolis”, é retratada uma cidade separada em uma classe operária subserviente e uma classe dominante burguesa. O filme retrata então com acurácia um fenômeno visto em grande parte das cidades do mundo contemporâneo: cidades em que uma parcela da população não tem acesso a áreas verdes, segurança pública, moradia digna e diversas outras condições essenciais ao bem-estar humano. É necessário então discutir o papel da sociedade no melhor planejamento das cidades.
Desde a terceira revoução industrial o mundo vive um constante processo de exôdo urbano, em que indivíduos buscam melhores condições de vida e oportunidade. Porém, esse processo se deu na maioria das vezes de maneira desordeira, resultando em cidades que afastam a população mais pobre de seus centros e, por consequência, de melhores condições de urbanização.
Tal fenômeno se dá principalmente à falta de ação pública, que falha em prever o devido crescimento de suas cidades. A falta de leis que definam o devido zoneamento das partes da cidade que tenham interesse social e áreas de proteção ambiental, causa problemas nos diversos aspectos da urbanização.
Além disso, a falta de investimento na educação para pessoas vulneráveis, cria uma cidade socialmente insegura e ambientalmente inconsciente. Essa alienação cria barreiras para a população mais pobre que vê poucas oportunidades de mobilidade social.
Portanto se deve melhorar o planejamento urbano das cidades, através de leis que promovam o crescimento sustentável e ordeiro a fim de impedir que esse crescimento prejudique o acesso de novas populações a boas condições de transporte lazer e segurança.