Como o planejamento urbano pode garantir cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis

Enviada em 13/07/2025

Com o avanço da urbanização desordenada, tornou-se urgente repensar os modelos de desenvolvimento das cidades brasileiras. Nesse contexto, o conceito de cidades sustentáveis, fundamentado no equilíbrio entre crescimento econômico, justiça social e preservação ambiental, emerge como indispensável para garantir qualidade de vida às futuras gerações. No entanto, a ausência de um planejamento urbano eficaz compromete essa construção, exigindo ações imediatas por parte da sociedade e do poder público.

De início, é válido destacar que a falta de planejamento urbano acarreta diversos problemas, como o aumento da desigualdade social, a escassez de áreas verdes e a precarização da mobilidade urbana. Como denunciado pelo geógrafo Milton Santos, o espaço urbano no Brasil é frequentemente produzido de forma excludente, privilegiando interesses econômicos em detrimento das necessidades coletivas. Assim, a sustentabilidade urbana torna-se inviável quando o direito à cidade é negado a grande parte da população.

Além disso, é notório que o modelo de urbanização atual contribui diretamente para o agravamento das mudanças climáticas. O desmatamento para expansão urbana, o uso excessivo de automóveis e a má gestão dos resíduos sólidos são exemplos de práticas insustentáveis que comprometem o meio ambiente e a saúde pública. Diante disso, torna-se imprescindível repensar as cidades como espaços de convivência harmoniosa entre ser humano e natureza, conforme defendido na Agenda 2030 da ONU, que propõe o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 11: “Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.”

Portanto, é fundamental que o Governo Federal, em parceria com estados e municípios, elabore políticas públicas de planejamento urbano que priorizem habitação digna, transporte público de qualidade, incentivo ao uso de energias limpas e preservação ambiental. Além disso, escolas e meios de comunicação devem promover campanhas educativas que conscientizem a população sobre práticas sustentáveis no cotidiano urbano. Só assim será possível construir cidades mais humanas e resilientes, capazes de garantir um futuro sustentável para todos.