Como o planejamento urbano pode garantir cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis

Enviada em 16/07/2025

Na obra “A Cidade do Sol”, do filósofo italiano Tommaso Campanella, é retratada uma sociedade ideal, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e que se concentra na busca do bem, governada por ideias iluministas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o planejamento urbano brasileiro apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização do desejo de Campanella. Nesse contexto, discutir como o planejamento urbano pode garantir cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis torna-se fundamental, visto que a má organização dos espaços urbanos interfere diretamente na qualidade de vida da população.

Sob esse viés, é fulcral pontuar que o problema deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, há crescimento desordenado das cidades, exclusão de grupos vulneráveis e aumento das desigualdades sociais, comprometendo a construção de cidades verdadeiramente sustentáveis, resilientes e seguras. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal com urgência.

Ademais, é imperativo ressaltar o modelo urbano segregador como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, a desigualdade espacial, consequência direta de um planejamento urbano excludente, perpetua a marginalização social e dificulta o alcance de cidades inclusivas e sustentáveis. Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.

Dessarte, com o intuito de mitigar os entraves do planejamento urbano, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério das Cidades, seja revertido em projetos urbanos participativos, sustentáveis e acessíveis, através da integração entre mobilidade, habitação e meio ambiente. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do atual modelo urbano, e a coletividade alcançará a utopia de Campanella.