Como o planejamento urbano pode garantir cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis
Enviada em 24/07/2025
De acordo com a Constituição Federal do Brasil, todos são iguais perante a lei, sem distinções de raças, crenças, ou condições físicas e sociais. Contudo, a falta de planejamento urbano no país é um fator que limita e excluí muitos indivíduos do meio social. Desse modo, fatores como a negligência do Estado e a indiferença da população têm corroborado para essa problemática.
Percebe-se, a princípio, que a débil ação do poder público é um vetor da falta de planejamento urbano no país. Nessa lógica, o filósofo inglês Thomas Hobbes em sua obra o contrato social afirmou que, o Estado só é soberano quando garante a igualdade e o bem-estar estar de todos. Dessa maneira, a falta de locais de acessos e mobilidade urbana para os deficientes físicos e o crescimento desordenado das cidades são consequências da falta de compromisso dos governantes com o planejamento da comunidade. Logo, é necessário a intervenção dos estadistas para melhorar o processo de urbanização das cidades, efetivando o ideal de Hobbes.
Ressalta-se, ademais, que a imparcialidade social contribui para a desordem do crescimento das cidades. Nessa perspectiva, a obra do escritor francês Vladmir Jankélivitch, o Paradoxo da Moral é uma crítica a falsa moral do homem moderno e sua cegueira ética. Assim, pode-se observar que os mais favorecidos economicamente constroem suas casas em locais com mais infraestrutura e não observam que os menos afortunados não tem opção, e, por vezes, são sentenciados a viverem em áreas sem a mínima infraestrutura. Desse modo, a mudança na mentalidade individualista das pessoas é um caminho para a melhoria no desenvolvimento de toda a comunidade.
Depreende-se, por fim, a necessidade de ações públicas para melhorar esse cenário. Para tanto, o Governo Federal e seus representantes, devem, por meio de projetos de lei e repasse de verbas, construir cidades planejadas, com pontos de acessibilidade e mobilidade urbana para deficientes, casas em locais saneados e com infraestrutura. Tais medidas, têm por finalidade garantir a inclusão das pessoas com limitações físicas e financeiras, assim, locais urbanos com mais planejamento serão uma garantia de maior equidade e saúde física e mental para as pessoas.