Como o planejamento urbano pode garantir cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis

Enviada em 03/08/2025

“Terra à vista”, disse Pedro Álvares Cabral em 22 de abril de 1500, frase que deu início a um processo de colonização cruel e exploratório, no qual somente o lucro com exportações à Europa e a produção de matéria-prima para a metrópole eram visados, necessidades básicas para a construção de um novo país foram deixadas de lado, sendo um dos maiores expoentes o planejamento urbano. Posto tal contexto, torna-se evidente a necessidade de uma atuação governamental efetiva para a garantia de um planejamento urbano moderno e por conseguinte, cidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis.

Antes de tudo, faz-se necessário destacar as inúmeras vantagens de se viver em uma área urbana planejada e estruturada, nas quais qualidade de vida média é sem dúvidas é o maior dos exemplos: menores deslocamentos para ir ao trabalho, acesso à saúde e lazer, temperaturas amenas com a maior arborização do ambiente urbano, a erradicação de construções de moradia em lugares inadequados, como encostas de morros, previnindo deslizamentos de terra. Entretanto, a histórica ineficiência estatal mantém o Brasil em estado de estagnação acerca desse tema, atuando, em várias ocasiões, como principal agente na formação desse cenário.

Além disso, outro aspecto relevante dessa problemática é a segurança. Com a abolição da escravidão em 1888, ex-escravizados foram completamente negligenciados em sua inserção na sociedade, um processo que marcou o início do que viria a se tornar favelas, aglomerados com baixo IDH, comandados por facções criminosas, distantes da “civilização” e abandonados pelo Estado. Com tal panorama em foco, fica explícita a relação que existe entre uma gestão pública eficiente e o nível de satisfação da população.

Portanto, um massivo investimento público em planejamento urbano deve ser feito pelo governo federal por meio da nova reforma tributária, na qual 15% da arrecadação será voltada para a construção de metrôs, parques públicos, postos de saúde em lugares afastados e geração de empregos nas periferias. Com isso, uma sociedade mais sustentável seria criada, e a criminalidade enfraquecida diante das oportunidades ofertadas aos cidadãos.