Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?

Enviada em 27/04/2022

No convívio social brasileiro, o divócio é um problema gravíssimo, tanto para a sociedade, quanto para o Estado. Devido a separação, os ex-cônjugues são afetados emocionamente, e se o casamento gerou filhos, as complicações emocionais os alcançam também, uma vez que atrapalha o desenvolvimento dessa família no trabalho, estudo e afazeres. Diante da gravidade das consequências da separação para o Estado, fazem-se necessário dois aspectos: Capacitação emocional dos divorciados, junta-mente com uma ação mais incisiva do Estado atuante.

De forma primordial, cabe pontuar que o divócio e sua aceitação na sociedade é uma conquista para a segurança das pessoas que convivem com indivíduos que maltratam. Essa conquista ocorreu porque instituições socializadoras como escola e Governo desenvolveram atividades complementares e discussões engajadas para concientização de que maus tratos no casamento é crime. Prova disso, são as campanhas midiáticas que condenam esse crime. Nesse sentido, o divorcio é uma das armas contra crimes de ódio e segurança da sociedade.

Outrossim, é incontestável o papel do Estado no combate ao cenário emocional instável causado pelo divócio que afeta os separados e os filhos. Em consonância com o filósofo Grego Aristóteles, o equilíbrio da sociedade só é alcançado mediante uma política exercidda de forma justa, no entanto, o que ocorre hediondamente é a ruptura dessa harmonia, uma vez que, no Brasil, embora exista a obrigação da separção se pelo menos uma das partes desejar, ainda não existe uma obrigação do suporte emocional aos divorciados e seus filhos, Desse modo, as relações de convívio dos ex-casa-dos e dos filhos geram um desequilíbrio social.

Torna-se evidente, portanto, que a separção é um problema preocupante. Diante disso, o Judiciário deve determinar por lei, que após o divórcio concedido, os separados devem fazer terapia, durante o tempo estipulado pelo profisional, pago pelos divorciados ou utilizando os recursos do Sistema Único de Saúde, para que aprendam a conviver, recuperem a sua confiança e auxiliem seus filhos nessa mudança de cenário. Assim, com um Estado mais atuante, em um futuro próximo, poder-se-á alcançar o equilíbrio proposto por Aristóteles.