Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?

Enviada em 28/04/2022

Outrora a mulher na família era vista como um fardo a sustentar, nesse cenário é que surge o dote, uma quantia em dinheiro, fornecida pelo chefe da família, para que outro homem a sustente financeiramente, assim, os casamentos eram arranjados a partir do maior dote fornecido. Entretanto, o amor, que antes era colocado em segundo plano ou até fora de cena, passa a ser de suma importância para os matrimônios hodiernos. Dessa forma, cabe analises acerca da motivação que tornou os casamentos descartáveis e qual a importância do matrimônio.

Primeiramente, destaca-se os anos de repressão feminina que contribuiu para a implosão dos movimentos feministas. De acordo com a dialética de Hegel, as transformações históricas são inevitáveis à medida que sempre existe duas forças contrárias. Com efeito, nas últimas décadas, um dos principais motivos que mantinham as mulheres presas aos casamentos eram a falta de independência financeira que foi adquirida com a entrada da mulher no mercado de trabalho. Assim, sob tais conquências, os casamentos passam a ganhar outras importâncias como a busca por amor verdadeiro em meio aos tramites de divórcios.

Outrossim, nota-se a necessidade de estabilidade familiar para melhor formação de futuras gerações. De acordo com Max Webber a família é o primeiro espaço de conviência do ser humano, ela é de suma importância para a criação de valores éticos e incorporção de juízos das crianças, a instabilidade gerada pela constante do divórcio quebra a harmonia desse parametro causando prejuízos nos jovens que serão a proxima geração responsáveis por perpetuarem a raça humana. Dessa forma, infere-se a importância dos casamentos para melhor educação infantil.

Portanto, medidas devem ser tomadas para diminuir os índices de divórcios. Cabe a populção concientizar-se da seriedade advinda com o compromisso de matrimônio, assim como, a concretização de uma família, para formação de laços afetivos mais estáveis que permitam respeito mútuo entre os pares e melhor base instrutiva infantil. Dessa forma, poder-se-ia superar a repressão feminina dentro dos casamentos e diminuir os divórcios.