Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?

Enviada em 30/04/2022

Na contemporaneidade, a troca de informações entre os indivíduos se tornou muito intensa, principalmente devido a dissipação das redes sociais pelo mundo. Contudo, o desenvolvimento das comunicações virtuais proporcionaram, também, um enfraquecimento do contato físico entre os seres humanos. Nesse sentido, diversos problemas surgem na sociedade brasileira, com destaque para a fragilização das relações interpessoais matrimoniais e para o efeito negativo gerado pela facilitação dos divórcios atualmente.

Nessa perspectiva, vale a realização de uma análise acerca da fluidez que muitos dos casamentos atuais têm. Segundo o filósofo Zymunt Bauman, a pós-modernidade, com suas evoluções técnico-científicas, se caracteriza pela liquefação das relações sociais. Tal assertiva alicerça a idéia de que muitas pessoas perderam o senso de união estável umas com as outras, o que gera a atual volatização dos casamentos. Tudo isso, infelizmente, tem causado uma perda da importância que a instituição conjugal tem para o desenvolvimento da sociedade e das famílias.

Sobreditas algumas das partes que compõem o tema proposto, pode-se, ainda, citar as consequências que a rapidez dos processos de divórico proporciona. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, os fatos sociais são tudo aquilo que coage os indivíduos a agirem de certo modo. Segindo esse viés, é válido afirmar que um dos fato social que influencia muitos casais a se separarem hodiernamente é a facilidade com que o sistema jurídico concede um divórcio, tema esse que foi abordado pelo jurista Sérgio Arthur Calmon, em entrevista à revista “Veja”. Assim, é nítido que a cisão entre casais é incitada nos dias de hoje, pois isso se tranformou em um meio eficaz para a resolução de problemas comuns de uma vida conjugal.

Portanto, é visível que há muitos impasses na vida social dos brasileiros. Por isso, faz-se necessária a ação do Estado para sanar tais questões. Logo, o Poder Legislativo e o Poder Executivo devem enrijecer as leis para os divórcios, por meio de uma racionalização ampla dos processos jurídicos e criar, ainda, propagandas de divulgação de dados sobre os casamentos em rádio e TV, respectivamente. Com isso, os relacionamentos seriam mais sólidos e as separações minoradas, haja vista que a população já estaria admoestada e cônscia de suas responsabilidades.