Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?

Enviada em 18/05/2022

A secularização, mudanças econômicas, maiores diretos femininos e até a tecnologia mudaram as percepções e contatos sociais no mundo ocidental e no Brasil, entre eles, também o maior número de divórcios e casamentos instáveis, que não se limitam às influências sociorreligiosas.

Apesar das mudanças como secularização e universalização dos direitos serem benéficas para com as minorias, principalmente, em relação ao sexo feminino, infelizmente ou felizmente afetou também o aumento do divórcio. Assim as instabilidades nos relacionamentos modernos se faz perceptíveis, no qual, possivelmente, é fruto do historico-cultural que limitava as escolhas do gênero e as faziam suportar relacionamentos tóxicos em nome do patriarcalismo e da religião. Logo, com a autonomia da mulher na modernidade, o número de separações aumentaram, permitindo-as de fazerem escolhas saudáveis, no qual, talvez, também afetará nas relações entre ambos os gêneros.

Do outro lado, questões financeiras infuenciam muito nas relações amorosas, em que, instabilidades ecônomicas encontram presentes, segundo a frase: “quando a necessidade bate na porta, o amor sai pela janela”. Além disso, conforme Karl Marx, o modo de produção afetam as relações sociais. Logo, com a política econômica neoliberal, no qual tudo se consome e descarta, bem como na mentalidade em que as pessoas felizes são aquelas que têm objetos, pode ser que as pessoas estejam sendo influenciados e, assim, também os casamentos se tornem descartáveis ou relações descatáveis, como diria o sociólogo Z. Bauman, em que os seres estariam sempre em busca de trocar as pessoas assim como os objetos, afim de ser feliz.

Portanto, faz-se necessário que o Estado, por meio do Ministério da Educação, promova a filosofia e a sociologia, no qual, pode ser feito com o incremento das disciplinas nas instituições de ensino em geral, a fim de que as pessoas tenham melhor senso crítico, sejam mais felizes e, sobretudo, os direitos de todos sejam garantidos. Assim como, através do Ministério da Economia, é importante ter uma política econômica mais voltada à igualdade socioeconomica, que pode ser feita através da distribuição de renda.