Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?
Enviada em 11/05/2022
O psiquiatra clínico Jorge Rodrigues diz que, para um casamento estável, o indivíduo deve conhecer e entender a pessoa escolhida, fitando a preparação para o convívio de casal. No entanto, culturalmente, o brasileiro não busca esses tipos de informações antes de se relacionar com outra pessoa, tornando-o inapto à solução de problemas conjugais que possam surgir e, consequentemente, opta pelo fim do relacionamento.
No dia 4 de Maio de 2021, os jornais anunciaram o divórcio de Bill e Melinda Gates e, comum a todos, o foco, ao invés de estar sobre os problemas e desgastes psicológicos deixados à família, concentrava-se no futuro da fortuna do casal. Nessa lógica, é evidente que o casamento perdeu seu significado mais profundo: deixou de ser a junção de duas almas em uma e tornou-se a junção das posses de duas pessoas. Assim, o divórcio, que antes era uma opção mais remota, se tornou mais comum frente à banalização do casamento.
Paralelo a isso, nota-se grande aumento de divórcios no Brasil durante o período de pandemia do SARs-CoV2. Segundo dados do Colégio Notarial do Brasil, em 2021, segundo ano de pandemia, foram realizados cerca de oitenta mil divórcios, maior valor desde 2007. Nesse sentido, as condições adversas que surgiram nesse período, aliado à facilitação do processo de divórcio, bastando apenas uma videoconferência com um tabelião para dar início, foram o bastante para que os números aumentassem radicalmente.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Portanto, cabe, ao Ministério da Mulher, da Família, e dos Direitos Humanos, por meio de publicidades na mídia, como TV, internet e rádio, a promoção de campanhas que ensinem para a população formas para um bom convívio de casal, ensinando-os como conhecer e entender melhor seu parceiro, a fim de que o casamento se torne mais significativo para ambos e afastando a possibilidade de um divórcio.