Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?
Enviada em 19/05/2022
Segundo o filósofo polonês Zygmunt Bauman, dentro da modernidade líquida o amor se dá por vínculos frágeis e facilmente substituíveis. Nesse contexto é notório a nefasta semelhança deste pensamento com a atual situação dos casamentos se tornando descartáveis no Brasil. Sob essa ótica pode-se afirmar que o aumento no número de divórcios e a comodidade perante a relacionamentos tóxicos agravam esta situação.
A princípio, é indubitável que uma das causas para a descartabilidade das uniões conjugais é o agravamento significativo de separações realizadas recentemente. Conforme dados do site “Agência Brasil” de 1990, estas ultrapassaram o total de 80 mil no ano de 2021. Havendo assim um problema notável, mas também pouco repercutido a respeito de sua gravidade.
Outrossim, o comodismo dentro de relações prejudiciais aos cônjuges tem sido cada vez mais presente nos laços conjugais. E, Segundo Barbara Fredrickson, em seu livro “amor 2.0” quando se casa muito cedo e apenas por paixão, a probabilidade do amor ser passageiro é muito alta. Então, pode-se dizer que a falta deste sentimento em tais uniões acarreta em situações danosas a saúde mental de ambos, resultando assim em um relacionamento tóxico e cômodo.
Desse modo, é mister que medidas sejam tomadas a respeito da efemeridade das relações matrimonias. Uma possível forma de evitar que a situação prevaleça, seria, o governo federal junto do poder legislativo providenciarem acompanhamento psicológico obrigatório para casais antes do casamento. Por meio da criação de uma lei que garanta uma verba destinada à pessoas que planejam obstinadamente se unir em matrimônio terem acesso a consultas com profissionais da àrea. Será efetuado por meio de clínicas especializadas, até os dois terem decidido realizar ou não o casório. Com o fito de mitigar a quantidade de desuniões no país. Então a partir disso a modernidade líquida não afetará tanto as ligações amorosas quanto antes.