Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?

Enviada em 29/06/2022

As duas últimas décadas do século XXI, no Brasil e no mundo moderno, foram marcadas por consideráveis mudanças nos relacionamentos humanos, dentre os quais destacam-se o matrimônio e a família. Nesse sentido, tal panorama promoveu e intensificou a união amorosa e os laços familiares. Em contrapartida, nota-se que essa realidade impôs novos desafios à sociedade, como a dissolução dos casamentos. Desse modo, torna-se preemente analisar os fatores etiológicos dessa problemática: o desprezo pela família e a fragilidade das relações atuais.

É relevante abordar, primeiramente, de acordo com a Declração Universal dos Direitos Humanos de 1945 quanto aos direitos que asseguram o bem-estar e a qualidade de vida da pessoa humana e do funcionamento harmonioso da sociedade, tal como o estabelecimento das organizações familiares, visto sua importância como núcleo natural e fundamental do corpo social. Contudo, a realidade mostra-se o oposto e o resultado desse contraste é refletido no atual cenário, que encontra-se aflingido com depreciação das famílias e do casamento.

Faz-se mister, ainda, salientar as motivações impulsionadoras do problema em questão. Segundo o sociólogo polonês Zigmunt Bauman, autor de “Modernidade Líquida”, a fragilidade e a falta de solidez das atuais relações humanas ocasionam a transferência do ideal de progresso como melhoria coletiva para o de ascensão própria, estimulando a ausência de comprometimento entre os indivíduos, debilitando, assim, os elos e lações familiares.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificações do bem-estar social. Dessa maneira, medidas são necessárias para contornar a situação. Urge que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, juntamente com o setor midiático, por meio de profissionais qualificados e verbas governamentais adequadas, promova campanhas e propagandas que visam instruir e conscientizar a população quanto a importância da instituição do casamento para a sociedade, além de fomentar medida de auxílio e apoio sobre as relações fragilizadas, visando amparar os indivíduos que padecem diante o distúrbio em questão. Assim, a população poderá combater o desprezo associado ao casamento.