Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?
Enviada em 28/05/2022
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), “há uma queda no número de casamentos. Foram cerca de um 1,025 milhão em 2019, frente pouco mais de 757 mil em 2020, o que representa uma redução em torno de 26%”. Nesse contexto, é notório que as inovações e costumes mudam a forma de pensar da sociedade, no qual em uma época de tecnologias e um grande quantitativo de informações impulsiona relações superficiais. Nesse viés, é importante analisar o fator financeiro e as mudanças sociais do século XXI.
Nessa perspectiva, de acordo com o G1, portal de notícias brasileiro, “de março de 2017 a março de 2022 o real perdeu 31,32% de seu valor e poder de compra”. Em outras palavras, com o mesmo valor agora a população consegue comprar apenas dois terços do que comprava naquele ano. Sob essa ótica, atualmente, o fator econômico é um dos aspectos que mais têm contribuído para a redução do número de casamentos. Bem como, dentro de um padrão cultural que se estabeleceu pela sociedade de consumo em âmbito com um baixo poder de compra, o casamento se torna caro. Desse modo, casamento remete à ideia de um grande evento e festa incapacitando o desposório e a continuidade do mesmo.
Além disso, o sociólogo Zygmunt Bauman sobre a tese “Modernidade Líquida”. Em suma, para ele, os vínculos humanos estão propensos a serem rompidos a qualquer momento, no qual as relações sociais se tornam frágeis e superficiais. Dessa forma, o pensador exemplifica a existência de relacionamentos menos duradouros, em que a união não tem a mesma solidez de um século atrás. Por conseguinte, as mudanças sociais, do séclo XXI, em um mundo “Líquido” e de abundante velocidade há uma tendência de vínculos mais curtos.
Urge, portanto, que o governo Federal, junto ao Ministério da Econômia, por meio de elaborações de estratégias impulsionar a valorização da moeda, a fim de proporcionar um maior poder de compra e, consequentemente, alavancar o número de casamentos. Além disso, o poder midiático deve, por meio de propagandas, desconstruir o pensamento dos vínculos superficiais da sociedade e propor a obtenção de relações mais duradouras, visando mitigar os males do mundo “Líquido”. Assim, o Brasil poderá se tornar em um país desenvolvido.