Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?

Enviada em 06/06/2022

Instabilidade. Fluidez. Insignificância. Tais são os termos que definem os casamentos nos dias atuais como apenas instituições irrelevantes. Lamentavelmente, essa é a situação das uniões conjugais, as quais são muito presentes no século XXI, e ocorrem pela fragilidade das relações sociais no século XXI e a instabilidade financeira causada pela Covid-19

Antes de tudo, é nítido observar que as relações sociais entre as pessoas estão frágeis. Isso é dado pelas relações líquidas em que a sociedade vive, as quais o sociólogo Zygmunt Bauman defende em seu livro “Modernidade Líquida”, no qual ele fala que as relações migraram para o meio eletrônico, que o amor e o respeito entre as pessoas tornou-se algo supérfluo. Haja vista que no ambiente virtual um indivíduo pode estabelecer diferentes individualidades e rompê-las a qualquer instante. Tornando, assim, as relações pouco duradouras e sem comprometimento, por exemplo, ao casal.

Ademais, é correto afirmar que outra causa para os casamentos durarem pouco ou sofrerem muitos problemas é na questão financeira, principalmente durante a pandemia do Covid-19. Tal fato pode ser explicado pela alta taxa de demissão que o país alcançou durante os anos de 2020 e 2021, o que pôs a economia de muitas família em xeque, posto que homens e mulheres não conseguiram recuperar seus empregos antigos e, por causa do isolamento social, a maioria não conseguiu sair de casa para arranjar um que suprisse as necessidades. Isto pode ser exemplificado na obra “Pai contra Mãe”, de Machado de Assis, em que um casal sofre problemas com aluguel e comida por causa do desemprego do marido, que quase leva a problemas mais sérios a família no decorrer do livro.

Portanto, fica claro perceber, pela leitura do texto, que os casamentos tornaram-se supérfluos e irrelevantes, principalmente por causa das fragilidades sociais existentes na família e os problemas financeiros. Como solução, é necessário que os próprios familiares possam educar seus filhos quanto a relações matrimoniais no futuro, por meio de conversas dinâmicas e diálogos, com intuito que casamentos futuros durem por mais tempo.