Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?

Enviada em 06/06/2022

No contexto do Imperialismo, o rompimento entre europeus e povos africa-nos simbolizava o alcance da liberdade para os cativos. De maneira análoga, o crescente número de divórcios na contemporaneidade simboliza uma problemá-tica social importante, postos os esgotamentos emocionais dos envolvidos. Tal fa-to empodera-se tanto na fragilidade das relações atuais quanto no patriarcalismo ainda presente no meio e confrontado pelo empoderamento feminino. Destarte, é fundamental analisar tais fatores, bem como propor meios de atenuá-los.

É primeiro lugar, convém discutir o cenário da insolidez presenciado entre os sociáveis ligados por matrimônios. Sob tal óptica, o filósofo Zigmunt Bauman considera que as relações pós-modernas caracterizam-se pela superficialidade e fluidez dos vínculos formados. Desse modo, enlaces matrimoniais parecem sofrer fissuras em sua construção que perdura ao longo dos anos de convivência, por-que alicerçam-se, também, no contexto social, marcado carência do diálogo e re-solução de atritos. Assim, é sábio discutir os motivos dos rompimentos de elos de casais quando se almeja o equilíbrio coletivo.

Outrossim, é válido observar como as batalhas sociais entre os clichês patri-arcais e a emancipação feminina fertilizam o campo do divórcio. Nessa perspecti-va, o sociólogo Émile Durkhein explica que é da essência do Homo sapiens a adap-tação à realidade imposta. Nesse sentido, a “guerra dos sexos” não custa em pro-mover indiferenças nos relacionamentos, já que o processo pede a mudança do que antes era considerado normal (a submissão da mulher). Assim, as separações se nutrem, favorecidas pelo mecanismo de assentamento visto no coletivo.

Depreende-se, portanto, a necessidade de debater os porquês que tornam os casamentos descartáveis. Para isso, compete à Mídia, com seu poder de persu-asão, incluir em sua grade televisiva jornalismo de debate que instiguem a refle-xão acerca do planejamento familiar. Tal atividade deverá contar com a participa-ção de psicólogos e sociólogos, os quais dialogarão com o público sobre o tema, capacitando os interessados pela vida em casal para esse anseio. Espera-se, com isso, fomentar matrimônios duradouros e alavancar a saúde mental nesses.