Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?
Enviada em 08/06/2022
A questão do descarte de casamentos, apesar de não ser amplamente discutida, é um problema muito expressivo do Brasil. A gravidade do quadro é evidenciada desde o primeiro divórcio, que em 2011 foi de 2,6. Considerado o maior índice desde 1984, data registrada pelo IBGE. Este contexto desafiador persiste tanto pelo crescimento da taxa de divórcios, tanto quanto sobre a consolidação da aceitação do divórcio pela sociedade brasileira.
Nesse contexto, é evidente a negligência do Estado brasileiro em relação ao avanço desta circunstância. Isso porque, segundo a frase de Revista Querida, “O noivado longo é um perigo, mas nunca sugira o matrimônio. ELE é quem decide sempre”, é um dos motivos pelo qual as mulheres buscam tratamento igualitário entre homens e mulheres. E como isso ainda não foi totalmente alcançado, tem-se como consequência o divórcio, como já citado anteriormente.
Ademais, a carência de discussões acerca da diminuição de casamentos é um dos motivadores do impasse. Nesse sentido, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua teoria do “Silenciamento dos Discursos”, alguns temas são omitidos na sociedade a fim de se ocultar das mazelas sociais. Sob essa perspectiva, na sociedade brasileira contemporânea, a visão do autor pode ser aplicada nas perspectivas dos jovens, porquanto o assunto é pouco debatido no âmbito midiático, o que acarreta na manutenção do problema no país e nos relacionamentos.
Dessarte, com o escopo de atenuar os divórcios, urge que a sociedade civil organizada pressione o Estado, isto é, exija a observância do por que os casamentos se tornaram descartáveis. Tal ação deve ser realizada por meio de protestos pacíficos e de manifestações nas redes sociais, tais como postagens de vídeos e de imagens.