Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?
Enviada em 11/06/2022
A Constituição Federal, promulgada em 1988, oferta a todo cidadão o acesso pleno ao bem-estar. No entanto, o aumento no número de divórcios configura uma nociva situação de instabilidade social, herança da má estrutura familiar formadora da organização coletiva brasileira. Sob esse aspecto, convém analisar as principais consequências e possíveis soluções para reverter esse quadro alarmante.
Diante desse cenário, é válido ressaltar que a desestruturação emocional é uma consequência agravante dessa problemática. A esse respeito, pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, afirmam que, ao longo de 15 anos, pessoas que se divorciaram tiveram um declínio em sua saúde mais rápido comparado aos que permaneceram casados. Dessa maneira, percebe-se que a desconstrução do núcleo familiar abala fortemente o bem-estar de indivíduos divorciados. Nesse viés, enquanto parte da população não desfrutar dos direitos ofertados por lei, a norma constitucional continuará sendo uma realidade distante.
Além disso, outro fator é responsável pelo agravamento do problema: a negligência estatal. Segundo o filósofo alemão Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, o Estado deve agir como ferramenta fundamental para assegurar o bom convívio comunitário. No entanto, tal pensamento não é devidamente posto em prática, o que torna o desenvolvimento social mais tardio, evidenciando o quanto é lamentável a situação que a nação enfrenta diariamente, e como o enfrentamento desse problema no país encontra-se tão menosprezado. Nessa perspectiva, é imprescindível a tomada de ações para diminuir os impactos causados pelo alto índice de divórcios.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para mitigar a dissolução familiar nos lares brasileiros. Destarte, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deve instituir projetos de combate aos casos de separação, por meio de programas de auxílio aos casais, com orientação aos diversos órgãos públicos e demais membros da sociedade, a fim de que o casamento não perdure como algo descartável, e que os brasileiros vejam os direitos oferecidos pela Constituição como uma realidade próxima.