Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?

Enviada em 24/07/2022

Conforme o IBGE, em 2011, houve um crescimento de 45,6% na taxa de divórcios, comparado ao levantamento feito no ano anterior. Nesse prisma, fica claro que os casamentos se tornaram descartáveis, assim, destacam-se dois aspectos: a dependência feminina no passado e as relações superficiais da atualidade.

Nesse viés, é notório que antigamente as mulheres dependiam de seus maridos. Sob esse contexto, segundo a revista Querida, de 1955, “o lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de casa masculiniza “. Dessa forma, se torna evidente que, sem a oportunidade de trabalhar, as mulheres mantinham seus casamentos por depender financeiramente, para moradia, vestimentas, alimentação e sustento, o que resultava em relações mais duradouras. Ademais, o divórcio não era bem visto socialmente.

Além disso, é válido destacar a superficialidade das relações atuais. Nessa perspectiva, de acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, a modernidade líquida abriu espaço para a fragilidade nos laços entre as pessoas. Dessa maneira, há certa falta de interesse e esforço em manter o relacionamento, visto que, o cônjuge atual termina por motivos pequenos – como desentendimentos por opiniões divergentes- e rapidamente encontra outro indivíduo, o que mostra uma fluidez nas relações da atualidade.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o conflito do século XXI: o descarte dos casamentos. Consoante a isso, cabe ao casal buscar conhecer melhor o parceiro, por meio de um período, de no mínimo 3 meses, morando junto. Nesse sentido, a ação será realizada a fim de proporcionar ao casal uma convivência parecida com a do matrimônio, fazendo com que eles tenham certeza se o casamento é o que realmente querem.