Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?

Enviada em 26/07/2022

A história humana data que os casamentos medievais, em destaque para aqueles que ocorriam entre membros da realeza, acontecia por um simples fato de necessidade da troca de bens entre as famílias. Ao longo dos séculos, a imagem do matrimônio como um fator de utilidade fundiu-se ao pensamento romântico de casar por amor, firmado a partir de ideais machistas aliadas a uma doutrinação cultural, a partir da qual a figura feminina assumia os papéis de consolidação da relação, ainda que isso significasse anular a si mesma.

Através das décadas, a idealização do casamentou modificou-se na sociedade - durante anos, uniu a face da obrigação com a face romântica, o que forçou mulheres a permanecerem em relações tóxicas, por vezes até mesmo abusivas, em prol da reputação que manteriam perante o coletivo. Dessa maneira, eram impelidas, através de incentivo dos veículos midiáticos, a se submeterem a todas às vontades masculinas, sem nunca buscar pelo seu próprio bem-estar.

A ideia pontuada revela o machismo enraizado que aquelas mulheres eram obrigadas a enfrentar, pois, quando optavam por usar suas vozes e buscar o divórcio, eram marginalizadas e renegadas pelo meio social, levadas a enfrentar incontáveis empecilhos, que incluíam desde perda de oportunidades de emprego até serem deserdadas por suas famílias, que as fariam acreditar no ditado popular comum às épocas passadas: “Se está ruim com ele, pior sem ele”.

Em síntese, é relevante abordar a maneira como o feminino precisa lidar com as pressões sociais no decorrer dos séculos de forma a ampliar a visão da população para o machismo estrutural que enfrentam, este que deve ser combatido por meio de informações em livros para todas as idades, assim como debates, providenciados pela união de influenciadores digitais ao MEC (Ministério da Educação), com a utilização de verbas públicas e campanhas digitais.