Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?
Enviada em 18/08/2022
No filme “História de um Casamento”, lançado em 2019, se conta a trajetória de um casal no ciclo de divórcio, mostrando os obstáculos e dificuldades enfrentadas nesse período. Refletindo sobre a atualidade, o número de divórcios no Brasil cresceu mais de 20% entre 2001 e 2011.
As questões levantadas sobre o aumento do divórcio no Brasil também se relacionam com a emancipação e liberdade das mulheres. Nos anos 50 e 60, era comum que esposas e companheiras fossem silenciadas e oprimidas em ordem dos homens e maridos, ignorando seus próprios propósitos e anseios em valor do casamento. A violência também era muito recorrente, e com a dificuldade em auferir o divórcio, inúmeras mulheres eram vítimas de agressão e opressão em silêncio.
Com o passar dos anos, lutas feministas e a autonomia feminina em ascensão, pode-se compreender que a sua liberdade, tanto pessoal como também financeira, foi crucial para que fosse alcançada a sua independência. Hoje, com a facilidade de pedir entrada no divórcio, não é mais preciso aguardar longos períodos de tempo e nem expor a vida pessoal do casal e suas motivações ao juiz. Assim, podemos entender que o ditado “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”, por sorte, vem caindo em desuso.
Em conclusão, é crucial para o entedimento do assunto, compreender que a autossuficiência feminina foi um dos maiores pilares para os direitos das mulheres de lutarem contra as opressões e violências vividas, incluindo as sofridas dentro do matrimônio. Entre os órgãos governamentais do Brasil, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e mundiais, como a ONU Mulheres, interferem positivamente nas relações entre reforçar a importância do apoio às mulheres em situações vulneráveis, pelos inúmeros meios de comunicação como internet e televisão e campanhas informativas.