Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?
Enviada em 20/09/2022
A solução dos problemas conjugais é o diálogo familiar
É cada vez mais frequente no cotidiano dos brasileiros ver um casamento acabar. Como consequência, os lares acabam ficando desestabilizados, pois o genitor com a guarda dos filhos precisa se desdobrar ao máximo para dar atenção e sustento à prole. Além disso, os traumas gerados após o divórcio dos pais geram danos irreparáveis na saúde mental dos filhos. Concomitante à esse fato, filhos de pais divorciados têm grandes chances de fracassarem no casamento. Pois, segundo a Neurociência, o ser humano é um animal que aprende repetindo e reproduzindo os exemplos que vivencia.
Partindo desses fatos, de acordo com a psicóloga Marcia Rutte, fazer parte de um lar bem estruturado é fundamental ao desenvolvimento emocional e psíquico infantil. A base construída nessa fase se reflete na vida adulta, e, por consequência, nos casamentos e uniões estáveis. Estes, por suas vezes, são os alicerces familiares.
Em contraponto, o que se percebe da atual geração é a fragilidade emocional. Há inúmeras notícias sobre a explosão do número de casos de depressão e ansiedade em escala global a cada ano. Em conjunto com o aumento dos divórcios, a falta de diálogo entre familiares parece ser a principal explicação.
Com a finalidade de cortar esse mal pela raiz, o diálogo deve ser priorizado. Como forma de prevenção às crises familiares, o SUS deverá disponibilizar terapeutas para trabalharem com casais. Durante essas terapias, os profissionais traçarão as personalidades dos cônjuges, e com base nesse diagnóstico, o terapeuta dará o feedback para cada um, definindo quais condutas devem ser evitadas ou priorizadas, tendo em vista a manutenção saudável dos relacionamentos conjugais. Tratando, dessa forma, diretamente no cerne das familias brasileiras. Assim, cuidando dos pais, as famílias terão lar harmônico, livre de violência doméstica e adequado ao desenvolvimento das futuras gerações.