Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?
Enviada em 26/09/2022
O Movimento Feminista e a Constituição Federal de 1988 foram os principais responsáveis pela perpetuação da ideia de divórcio na sociedade brasileira. Esse cenário foi idealizado não só em razão da dissolução do preceito de casamento como instituição indispensável e valorizada, mas também devido à necessidade garantir mais liberdade para homens e mulheres. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa temática.
Em primeira análise, vale destacar que, nos séculos XIX e XX, principalmente, a mídia serviu como um instrumento de incentivo à submissão feminina, induzindo muitas mulheres a aceitarem os comportamentos agressivos e desrespeitosos dos seus maridos. Hodiernamente, entretanto, a luta pela liberdade e pela independência individual reverteram essa dinâmica e permitiram o acesso ao divórcio, induzindo muitos indivíduos a buscarem a própria felicidade e a realização de metas e objetivos que se tornaram possíveis depois da sua independência. Assim, o discurso do ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Winston Churchill, no qual afirmava que não existe opinião pública; há opinião publicada, reflete o panorama responsável pela durabilidade do casamento civil.
Ademais, vale ressaltar que, de acordo com o IBGE, em 2011, houve um crescimento de 45,6% dos processos de divórcio em relação ao levantamento realizado em 2010. Nesse viés, afirma-se que em razão de fatores externos, como por exemplo, adultério e busca pelo sucesso profissional, muitas pessoas optam pela dissolução do matrimônio e construção de uma vida mais autônoma.
Verifica-se, portanto, a necessidade de mitigar os entraves responsáveis pela dissolução matrimonial. Para isso, faz-se imprescindível que a terapia de casal, no caso de conflitos entre os cônjuges, seja vista como um mediador para a resolução e discussão de pensamentos divergentes, com a finalidade de manter a união e evitar futuras desavenças. Paralelamente, precisa-se que o casal, através do diálogo, estabeleça limites e o respeito entre eles, de forma que vise a configuração de um ambiente familiar harmônico e inclusivo. Assim, será possível evitar que os casamentos sejam vistos como algo “descartável”.