Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?

Enviada em 03/11/2022

No filme “O Despertar de uma Paixão”, a protagonista deseja se divorciar de um homem que não ama, entretanto, quando acompanha o esposo em uma viagem de trabalho, a mulher se apaixona pela personalidade do companheiro e desiste de destituir seu matrimônio. Fora da ficção, ao analisar a conjuntura da sociedade do século XXI, nota-se que os casamentos se tornaram descartáveis e passíveis de divórcio. Nesse cenário, o conflito tem como estorvos o progresso acelerado das novas tecnologias e a disseminação das ideologias feministas do século XX.

Sob essa perspectiva, as relações conjugais são afetadas diretamente pelo desenvolvimento tecnológico contemporâneo. No livro “Amor Líquido”, do sociólogo Zygmunt Bauman, o autor estabelece que os laços humanos modernos são frágeis, diferentemente das gerações passadas, nas quais as tecnologias eram pouco desenvolvidas. Logo, no passado os casamentos eram sólidos e estáveis, pois não estavam expostos às inteligências atificiais, assim, evidencia-se o motivo dos relacionamentos amorosos atuais serem voláteis e descartáveis.

Outrossim, ideologias que rompem valores matrimoniais estão relacionadas à banalização do casamento. Isso poque, como já mencionado pela historiadora Ana Campagnolo em seu livro " Feminismo: Perversão e Subversão", as teóricas feministas do século XX, como Simone de Beauvoir, deixavam explícito em suas obras que o casamento é uma forma de opressão às mulheres e, portanto, o divórcio seria um símbolo de liberdade feminina. Nesse sentido, a disseminação equivocada dessas ideias na sociedade contemporânea pode enfraquecer princípios do matrimônio, consequentemente, tornando-o descartável.

Dado o exposto, a trivialização dos laços conjugais precisa ser combatida. Para isso, é fulcral que o Governo Federal, mais especificamente o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, desenvolva políticas de conscientização sobre a importância do casamento para o mantimento de uma sociedade equilibrada, por meio de palestras em instituições públicas e privadas. A fim de instruir a como não permitir que a tecnologia se torne nociva para os relacionamentos, além de esclarecer os imbróglios causados por alguns pontos das ideologias feministas. Dessa forma, o “amor líquido” de Zygmunt Bauman não será mais uma realidade.