Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?
Enviada em 09/11/2022
No livro “Marley e Eu”, de John Grogan, é retratado um casal que aprende a conviver diante das adversidades do casamento. Fora da obra, no entanto, é observado, no Brasil do século XXI, que os casamentos se tornaram descartáveis. Nesse contexto, é fundamental entender o que motiva essa situação e o seu principal impacto social.
Primordialmente, é necessário destacar que a ruptura, de muitos casamentos, é motivada pela superficialidade dos relacionamentos atuais. Essa situação é discutida na obra “Modernidade Líquida”, do sociólogo Bauman, ao mostrar que, no século XXI, as relações se tornaram frágeis. Isso ocorre, porque, há facilidade de se formar novos relacionamentos no meio digital, dificultando a formação de solidez nas relações. Desse modo, é perceptível a necessidade de encontrar formas de valorizar a durabilidade e o respeito, ao longo prazo, dos relacionamentos no Brasil.
Outrossim, a descartabilidade dos casamentos atuais é um fator prejudicial à saúde mental. Nesse sentido, de acordo com a Universidade de Copenhague há piora, em comparação com a população geral, na saúde mental após o divórcio. Sob está ótica, é perceptível que o reduzido foco educacional em melhorar a capacidade de relacionamentos e a falta de incentivo a relações mais profundas é prejudicial. Dessa maneira, é inadiável encontrar soluções para problemática.
Fica visível, portanto, a dificuldade na manutenção dos casamentos atuais. Então, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pela elaboração e execução de políticas públicas - desenvolver medidas educacionais que visem aumentar a solidez e o respeito dentro dos relacionamentos. Isso deve ser feito através de organizações de debates em escolas e empresas sobre as relações sociais e a importância de compreender as dificuldades e formas de lidar, em conjunto, com as adversidades existentes nos relacionamentos. Isso resultará em casamentos
com maior durabilidade. Assim, relacionamentos reais lidaram melhor com as dificuldades, como na ficção “Marley e Eu”.