Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?
Enviada em 21/05/2024
Um dos primeiros divórcios marcantes na história, ocorreu na Inglaterra com a cisão entre o rei Tudor e sua rainha Aragão, fato que resultou em reformas políticas e religiosas. Analogamente a tal contexto, o descarte de casamentos vem se mostrando cada vez mais frequente dentre os vários conflitos da era contemporânea. Nesse sentido, é importante entender a relação entre o matrimônio e os valores religiosos, tem como fragilidade desses pactos.
É inegável que os rompimentos entre casais refletem a decadente influência dos princípios religiosos na sociedade. No livro “Abraham Linkon”, o falecido presidente afirma, em um dos seus discursos de posse, que os valores bíblicos já não têm o mesmo efeito de coesão que tinha em eras passadas. Com isso depreende-se que a compreensão do casamento como contrato social eterno e indivisível, pregado pelos textos bíblicos, já não é considerado com a mesma responsabilidade.
Ademais, a obsolescência é decorrente dos efeitos da modernidade. Segundo Pierre Bourdieu, filosofo, a atual realidade é caracterizada pela fluidez e fragilidade das relações. Nessa ótica, fatores como impacto das novas tecnologias que aliena e coagem decisões, em união com realidades intensamente afetadas pelos princípios capitalistas de frequente busca por capital negligência à individualidades, como sentimentos, corroboram com a decisão de divórcio.
Destarte, cabe à própria sociedade, já que é o corpo social integrante sobre os impactos da modernidade líquida, precisa buscar conscientizar dos fatores desenvolvidos. Isso, por meio de mudanças nas ações cotidianas, como valorização dos momentos de lazer com outros indivíduos. Assim, será possível diminuir os casos de descarte entre casais.