Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?

Enviada em 27/08/2024

O termo “Revolução sexual” refere-se à grandes mudanças sociais e culturais ocorridas em 1960, em países como o Brasil, Estados Unidos e Alemanha. Nesse contexto, tal revolução trouxe consequências significativas aos relacionamentos interpessoais, incluindo a banalização dos casamentos, que, segundo registros feitos pelo IBGE, têm resultado em cada vez mais divórcios. Acerca disso, para se discutir a questão de forma mais ampla, hão de ser analizados: a sociedade instável e a assunção do feminismo.

A priori, o corpo social volátil é um fator de causalidade para casamentos se tornarem descartáveis no Brasil. Sob essa óptica, o sociólogo Zygmunt Bauman em sua teoria da “Modernidade Líquida”, afirma que nela as pessoas preferem não assumir compromissos duradouros. Em vista disso, as relações se tornam exponencialmente superficiais, já que a sociedade individualista se mostra rídida em demonstrar altruísmo, fator fundamental para a permanência de relações românticas. Logo, essa instabilidade das relações evidencia a problemática.

Ademais, destaca-se a crescente propagação do feminismo como outro desafio para a manutenção de casórios duravéis. Nesse sentido, alude-se o pesamento da deputada estadual Ana Campagnolo, em seu livro “Feminismo: perversão e sobversão”, que contextualisa a liberdade sexual, assegurada pela expanção do movimento, com a emancipação feminina. Sendo assim, a mulher que antes vivia em função do cuidados com a casa e família, agora deseja alcançar independência financeira, muitas vezes, em detrimento das relações afetivas e do desejo de se tornar mãe.

Portanto, medidas interventivas necessitam ser tomadas para resolver o problema. Logo, cabe ao Estado, organização estabelecida para exercer autoridade governante sobre a sociedade , a responsabilidade de influenciar a visão dos brasileiros, especialmento de jovens, sobre a importância do matrimônio. Mediante a efetivação de palestras nas instituições de ensino e a ministração de aulas, em escolas públicas e privadas, que mostrem a relevância da temática, com a finalidade de remover o vigente estigma social associado ao casamento vitalício.