Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?
Enviada em 15/05/2025
Na obra Amor Líquido do filosófo polônes Zygmunt Bauman, é analisado como as relações afetivas tornaram-se descartáveis e instáveis, espelhando o modo de vida das sociedades modernas. Tal efeito mostra-se presente nos casamentos do século XXI, onde, gradualmente, o número de separações e divórcios aumentaram. Nesse viés, é fundamental explicitar as causas de tal prática, dando-se pela emancipação feminina e a baixa tolerância frente a conflitos.
Em primeiro plano, é necessário comentar a intensidade em que o empoderamento feminino exerce em matrimônios no contexto contemporâneo. Na obra O Segundo Sexo de Simone de Beauvoir, é explicitado a teoria de que, historicamente, o papel da mulher é construído socialmente para exercer uma posição de de subordinação e, é proposto a quebra dessa prática. Tal pensamento demonstra a superação da submissão feminil e, traz à tona um dos motivos das uniões afetivas terem tornado-se complementares e não, necessárias.
Ademais, deve-se inferir o grau de influência que a pouca paciência em correspondência à adversidades ocupa nas relações conjugais. De acordo com o IBGE, o tempo médio de duração de um matrimônio decresceu de 15,9 anos em 2010 para 13,8 em 2022. Tais dados levantados refletem a tendência da sociedade de desistência quando deparam-se com dificuldades do âmbito matrimonial que, por consequência, levam a mais divórcios.
Logo, é perceptível que cabe a própria sociedade tomar consciência de seus atos através da mitigação dessa prática imediatista que visa livrar-se dos problemas sem antes resolvê-los. Tal ação tem por objetivo causar benefícios à comunidade e reduzir os malefícios perpetuados por essa mentalidade de curto prazo. Assim, a problemática será atenuada.