Consequências da ampliação de estudantes de escolas privadas ao Prouni
Enviada em 27/06/2023
Programas escolares como Enem, Prouni ou Fies não possuem 30 anos de existência. O prouni em si, sendo uma forma de financiar a faculdade optada pelo aluno, tem em seu cerne uma maneira de ajudar os estudantes de baixa renda a ter um futuro melhor. Entretando, com esta nova medida aprovada além de contrariar toda base do sistema, torna-se injusto com os estudantes de escolas públicas.
Em primeira instância, a decisão vai contra os princípios do programa. O sistema caracteriza a pessoa apta ou não de acordo com seu imposto de renda. O problema é a sonegação de impostos, não importa se essa pessoa seja milionária ou pobre, se em sua declaração ela não tem nada, esse civil ganha a capacidade de participar do Prouni. Consequentemente, mesmo se o estudante tenha condição de pagar a faculdade, ele prefere financiar os custos e tirar a vaga de alguém que realmente precisaria dela.
Ademais, a maioria dos estudantes de escolas públicas não possuem a condição de pagar por cursos ou pelo próprio estudo. Abrir o programa para as escolas particulares significa tirar a oportunidade que um jovem do ensino público teria de investir em seu futuro, tornando a sociedade brasileira mais desigual do que ela já é.
Segundo os fatos citados, uma intervenção é necessária. O Banco central, junto ao Ministério da Educação, grandes órgãos do Estado brasileiro que monitoram os bancos e a educação respectivamente, devem vistoriar os bens e posses dos envolvidos no financiamento para constatar se eles realmente estão aptos a participar do programa. Assim impedindo que mais casos de desigualdade social ocorram no país.