Consequências da discriminação no ambiente político no Brasil

Enviada em 20/04/2023

O filósofo brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema positivista ‘‘Ordem e Progresso" não só para a Bandeira Nacional, mas também para a nação que, no contexto hodierno, enfrenta significativos estorvos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, a discriminação no ambiente político representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que tal postura resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Esse lastimável panorama é cauculado na inoperância estatal e tem como consequência a falta de ética gerando o preconceito e falta de confiança.

De início, há de se constatar a débil ação do Poder Público enquanto mantenedora da problemática. Acerca disso, o filósofo inglês Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a incumbência do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso da coletividade. As autoridades, contudo, vão de encontro com as ideias de Hobbes, uma vez que possuem um papel inerte em relação a desconfiança. Esse cenário decorre do fato de que, assim como pontuou o economista norte-ameicano Murray Rothbard, uma percela dos representantes governamentais, ao se orientar por um viés individualista e visar um retorno imediato de capital político , negligencia a conservação de direitos sociais indispensáveis, como a igualdade e a liberdade. Logo, é notório que a omissão do Estado perpetua a hostilidade no país.

Por conseguinte, engedra-se a falta de ética, ou seja, quando um comportamento não condiz com os valores sociais, desta forma, gerando o preconceito. Posto isso, de acordo com a Organização das Nações Unidas(ONU), apenas 18% das mulheres em espaços políticos não sofreram assédio moral, o qual é um percentual muito baixo. Diante de tal exposto, essa repressão pode acabar se tornando um crime, como o rascismo e o machismo. Logo, é inadmissível que esse cenário perdure.

Depreende-se, portanto, que é mister a atuação governamental na discriminação. Assim, a fim de conscientizar a população, cabe ao Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Justiça e Segurança Pública(MJSP), promover campanhas contra esses atos ofensivos. Tal ação deverá ocorrer por meio da mídia -instrumento de grande abrangência-. Somente assim, com a conjuntura de tais ações, os brasileiros verão o progresso referido na Bandeira Nacional Brasileira.