Consequências da discriminação no ambiente político no Brasil

Enviada em 21/04/2023

Segundo a Constituição federal, os direitos políticos pertecem a todos os brasileiros, seja ativa (votar) ou passiva (ser votado). No entanto, esta garantia não é aplicada com eficiência, um exemplo disso são as discriminações em razão da etinia ou do sexo. Diante disso, a falta de educação nos anos fundamentais a respeito da igualdade de racial, gênero e orientação sexual corrobora no estimulo, desde cedo ao preconceito. Com efeito, evidencia a disparidade dos representantes políticos em relação ao povo brasileiro.

De acordo com Milton Santos, “A democracia só é efetiva à medida que atinge a totalidade do corpo social, isto é, quando os direitos são desfrutados por todos os cidadãos”. Visto isso, é possível perceber que alguns grupos sociais não são representados efetivamente no Poder Legislativo e no Executivo. Um motivo disso, no caso das mulheres, é que, segundo a ONU, mais de 80% das mulheres nos ambientes políticos ja sofrem violência psicológica. Além disso, existem também o racismo e a homofobia, cometidos por uma parcela da população a qual não se sentem representados por políticos que pertecem a grupos vulneráveis.

Segundo Paulo Freire, “A educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas mudam o mundo”. Nesse sentido, é necessário formas educacionais para desistimular os comportamentos preconceituosos. Para isso, é fundamental o ensino nos anos iniciais da formação acadêmica das crianças, ou seja, fundamental 1, já que estão mais sujetivos a mudanças. Logo, diminuirá o “bullying”, pois terá indivíduos mais coscientes sobre a igualdade das pessoas.

Diante dos aspectos mencionados, fica evidente que o Estado deve intervir para a diminuição da discriminação no ambiente político. Primeiramente, o Ministério da Educação deve criar um portaria para a inserção de matérias sobre a igualdade de genêro, raça e orientação sexual, a partir dos anos iniciais (2º ao 5º ano). Dessa maneira, os professores poderão ter liberdade legal para educar os alunos sobre esses aspectos que fundamentais para a formação de cidadãos. Por consequinte teremos a educação que verdadeiramente integre indíviduos desde cedo, de forma que no futuro não terá dados alastrosos sobre discriminação no âmbito da política brasileira.