Consequências da discriminação no ambiente político no Brasil

Enviada em 27/04/2023

Desde o Brasil Côlonia, a discriminação ideológica sempre foi presente no ambiente político nacional, o que construiu um país extremamente segracionista, o qual padroniza essa atitude pela sua normalidade histórica. Dessa forma, a falta de incentivo estatal, no que tange o respeito à liberdade de expressão e pensamento, acarretou em uma nação que se tornou vítima de suas próprias raízes estruturais.

Em primeiro lugar, ressalta-se a promulgação da República em 1889 e suas consequências no ambiente governamental brasileiro. Com o fim da monarquia, o “voto de cabresto” foi hegemônico no território nacional, formando uma rede corrupta de alinhamento ideológico, que funcionava por meio da compra de apoio e troca de favores. Dessa maneira, o quadro político brasileiro se tornou totalmente superficial, culminando apenas interesses pessoais e mitigando a representação popular no governo, o que concretizou a corrupção nos setores estatais.

Por consequência, vive-se no Brasil atual um quadro gravíssimo de corrupção governamental, o qual nasceu do alinhamento forçado ideológico, por meio da repressão de qualquer pensamento contrário e adverso ao interesse individual do representante popular. Nesse sentido, é válido enfatizar a ideia do “homem cordial brasileiro” do sociólogo Sergio Buarque de Holanda. De acordo com essa ideia, o brasileiro cordial confunde os bens públicos com privados, o que constrói a normalização da corrupção na sociedade, por meio da frequência e costume popular- fato representado pelo alto índice de percepção de corrupção nacional.

Nesse viés, evidencia-se que o processo discriminatório político brasileiro fomentou políticas corruptas que influenciam até hoje as relações sociais no Brasil. Portanto, cabe ao governo federal, por meio do Ministério da Educação, incentivar programas escolares que objetivem promover o diálogo entre ideologias diferentes, através de debates educativos entre os próprios alunos, quebrando a tradição opressora da discriminação política brasileira. Dessa forma, o respeito às ideias contrárias será gerado, o que remodelará as raízes históricas nacionais, construindo um Brasil mais justo e comunicativo.