Consequências da discriminação no ambiente político no Brasil

Enviada em 04/05/2023

A obra “A utopia” do escritor inglês Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, livre de qualquer conflito. Entretanto, ao observa as consequências da discriminação no ambiente político no Brasil, percebe-se que essa conjuntiva não se aplica com ênfase ,na prática. Nesse sentido, é necessário discutir sobre a dificuldade de aceitação da população em reconhecer figuras atípicas em cargos de liderança e debater sobre a violência política de gênero.

A princípio, é preciso abordar sobre a falta de figuras atípicas em cargos de poder, o que consequentemente gera dificuldade por parte da população em aceitar tais pessoas. Isso ocorre porque, a imagem do homem branco cis em cargos políticos está enraizado na população , esse estereótipo de poder faz com que haja aversão ao invés de acolhimento das diversidades raciais no governo brasileiro.Nesse sentido, em uma entrevista ao G1 em 2018, Issac Piyãko ( primeiro prefeito indígena no Acre), relatou a dificuldade de aceitação por parte da população , já que não o julgava competente para o cargo de prefeito da cidade. Fica evidente, que o preconceito em âmbito governamental ainda perdura no Brasil.

Ademais, é importante debater sobre a constante violência de gênero na política. Tal cenário geralmente ocorre, devido à imagem enraizada da mulher como figura inferior ao homem , gerando falta de credibilidade no trabalho desempenhado pelas mulheres, além de vítimas do desrespeito por parte dos colegas de trabalho. Desse modo, conforme o “Instituto mulheres no poder”, cerca de 82% das mulheres em espaços políticos já sofreram violência psicológica , 45% foram ameaçadas e 40% afirmam que a violência atrapalha sua agenda legislativa e executiva. Logo, é notório a necessidade de garantir oportunidades iguais a todos, independente de seu gênero.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar essa conjuntiva. Para isso, é preciso que o Poder Executivo, crie uma proposta de ampliação da verba anual, destinada a projetos que incentive a pluralidade no âmbito governamental , como o ‘‘Instituto mulheres no poder’’ e o’’ Casa Lilás’’, que aborda sobre o papel fundamental dos grupos minoritários em cargos de liderança. Essa proposta deverá ser aceita pelos deputados e senadores, pois são membros do Congresso Nacional, ou seja, são responsáveis pela alteração da Lei Orçamentária Anual. Assim, estaríamos mais próximos de alcançar a ‘‘utopia como afirma Thomas More.