Consequências da discriminação no ambiente político no Brasil
Enviada em 04/05/2023
De acordo com sua célebre canção “O tempo não para”, o poeta Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois a discriminação na política brasileira não é um problema atual, uma vez que ocorre desde meados do século XX. Desse modo, as dificuldades ainda persistem na contemporaneidade, seja pela falta de informação, seja pela desigualdade social.
Sob esse viés, a ignorância é um dos fatores que agravam o impasse. Segundo o livro “Teoria da ação comunicativa”, de Habermas, a consciência moral pode estimular análise, interpretação e explicação. Nesse cenário, é de suma importância que o povo nacional reconheça o porquê de essas pessoas terem que entrar na liderança, pelo fato de que elas terão um maior poder de fala em relação a várias coisas, como o preconceito e os costumes dos mesmos.
Ademais, a intolerância social acarreta o problema. A Constituição de 1988 diz promover o bem de todos sem preconceitos de origem, sexo, cor, entre outras formas de discriminação. Nesse contexto, corrobora-se que, com 55 anos de lei, a desigualdade ainda existe na sociedade, visto que, muitas mulheres, povos tradicionais e homossexuais não conseguem entrar para a política.
Em suma, a ausência de conhecimento e a marginalização precisam de uma solução. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, junto ao governo e às mídias, como Instagram ou Facebook, por meio de palestras, informar às pessoas nas escolas e na internet, a diferença que esses indivíduos irão trazer para o mundo se conseguirem entrar no poder, a fim de uma melhor visibilidade do país, já que não haverá mais discriminação. Dessa forma, a Magna Carta de 88 validará no Brasil.