Consequências da discriminação no ambiente político no Brasil
Enviada em 18/05/2023
A Constituição Federal, promulgada em 1988, foi esboçada com o objetivo de delinear a igualdade - inclusive política - para todos os cidadãos. Entretanto, tal teoria não tem sido vista em metodologias práticas no que tange as discriminações existentes no ambiente político do Brasil. Por isso, cabe analisar as consequências dessa violência à exemplo da evasão do meio político.
Diante desse cenário é válido pontuar que a intimidação se faz muito presente na problemática. Nesse contexto, grupos majoritariamente minoritários no ambiente político, sofrem discriminação pela raça, gênero, sexualidade e etnia. Esse preconceito ocorre por muito tempo ter se construido que o padrão para ocupação desses cargos era o homem branco hétero e quando se deparam com a diversidade no próprio meio se sentem ameaçadas e disseminam ódio gratuitamente, fazendo a intolerância surgir.
Como consequência dessa intimidação se tem a evasão do meio político. Nesse sentido, a vítima por se sentir ameaçada ou violentada opta por abandonar a política, fazendo com que era para ser uma democracia se torne uma oligarquia com o mínimo de diversidade. Além da fuga dos que já estão no meio, também ocorre a falta de interesse dos que estão fora, por saberem do ambiente tóxico que é o meio político. Tudo isso se configura na cidadania de papel, abordada por Gilberto Dimensteim, que afirma que os direitos só estão no papel.
Nota-se, portanto, a necessidade de combater a discriminação no ambiente político no Brasil. Para isso, é dever do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com os estados, promoverem uma rígida fiscalização da existência de discriminação nos corpos políticos existentes. Além disso, penalizar os agressores, até mesmo com a expulsão do meio, para assim se ter uma política limpa, respeitosa e diversificada.