Consequências da discriminação no ambiente político no Brasil
Enviada em 17/05/2023
“As ideias dominantes de uma época nunca passaram das ideias da classe dominante”. A reflexão atribuída ao filósofo Karl Marx pode facilmente ser aplicada ao contexto das consequências da discriminação no ambiente político no Brasil, já que por ser um ambiente dominado muitas vezes por um único grupo social, abre espaço para o preconceito com a minoria. Assim, torna-se claro que esse panorama tem origem na negligência governamental. Desse modo, atuam agravando esse quadro central a desigualdade socioeconômica e a falta de representatividade.
Torna-se evidente, dessa forma, que a disparidade socioeconômica cristaliza os estigmas associados as consequências da discriminação no ambiente político brasileiro. Isso ocorre, pois, a falta de recursos, acesso limitado à educação e oportunidades desiguais podem dificultar o envolvimento político de pessoas de baixa renda. Diante disso, existe a concentração de poder político e influência nas mãos de grupos econômicos privilegiados, moldando políticas de acordo com seus interesses, assim, excluindo as vozes e perspectivas dos menos favorecidos.
Além disso, é válido ressaltar que a falta de representatividade, potencializa essa conjuntura. Isso acontece porque, a discriminação e o preconceito com base em raça, gênero, etnia, orientação sexual e outras características podem desencorajar a participação política, criando barreiras estruturais e culturais, que dificulta o acesso e a ascensão no governo. Por consequência disso, se enfraquece a democracia como um todo, já que a falta de diversidade e inclusão na tomada de decisões mina a representatividade e a legitimidade do sistema político.
É evidente, portanto, que as consequências, advinda da discriminação no corpo político brasileiro, tem origem na negligência governamental. Por isso, a Sociedade Civil Organizada deve pressionar o Governo Federal, a criar o plano “Onde Nascem os Políticos”, que por meio de verbas destinadas às classes minoritárias como indígenas, quilombolas e pessoas de comunidade carente, possam ter acesso à bolsa de educação política em universidades públicas, incluindo parcerias com partidos políticos, para que facilite a afiliação partidária, aumentado, assim, a representatividade e as chances de ascensão dessa minoria no poder público.