Consequências da discriminação no ambiente político no Brasil
Enviada em 03/06/2023
A ex-primeira-dama dos Estados Unidos Michelle Obama, primeira afro-descendente a ocupar o posto, foi vítima de inúmeros insultos racistas durante seus anos na Casa Branca. Apesar dos casos ocorrerem nos Estados Unidos, essa realidade está muito presente na sociedade brasileira, não só com mulheres, principalmente negras, mas também com outros grupos minoritários como indígenas e pessoas trans. Nesse sentido, a falta de representatividade e a herança histórica são temas que possuem grande relação com essas situações.
Diante desse cenário, percebe-se a falta de representatividade na política. Dessa forma, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022 apenas 9 das 186 candidaturas declaradas indígenas foram eleitas. Já nas Câmaras de Vereadores as mulheres ocupam apenas 16% e os negros 24%. Sendo assim, mais de metade dos canditados eleitos não fazem parte de nenhuma minoria, o que tem como consequências a diminuição da representatividade e a não valorização dos direitos desses grupos.
Ademais, é notória a herança discriminatória histórica. Nessa perspectiva, segundo o filósofo alemão Karl Marx “A história da sociedade até aos nossos dias é a história da luta de classes”. Desse modo, Marx explicita que a luta de classes não é algo apenas da sociedade contemporânea mas algo que vem desde os primórdios, sendo até mesmo motivo de guerras como foi o caso da Segunda Guerra Mundial com a Alemanha nazista.
Portanto fica evidente a necessidade de medidas que venham conter a discriminação no ambiente político no Brasil. Para isso, cabe ao Triunal Superior Eleitoral, garantir a representatividade na política, através de cotas para os cargos de deputado e vereador para candidatos que pertencem aos grupos minoritários, a fim de trazer mais visibilidade e valorização à essa parcela invisibilizada da sociedade . Assim, fazendo com que casos como o de Michelle não voltem a acontecer.