Consequências da discriminação no ambiente político no Brasil

Enviada em 02/06/2023

A presença de mulheres no Congresso Brasileiro é inferior à média mundial, segundo a União Inter-Parlamentar (UIP). São apenas 17,7% do segmento feminino na Câmara dos Deputados e 16% no Senado. Quando se trata de mulheres negras, indígenas e transexuais, esse número ainda fica mais reduzido.

Além do preconceito que as desfavorecem para ingressar no mundo político, elas ainda sofrem no cotidiano do Congresso Nacional. A consequência disso é o enfraquecimento da representatividade e da diversidade, em adição à manutenção das desigualdades de gênero e racial, em um contexto que deveria ser plenamente democrático.

Assim, cabe uma reflexão sobre o quão situações rotineiras de violência moral, psicológica e até sexual esmorecem a luta pela representatividade, uma vez que essas mulheres no parlamento são expressões significativas para outras milhões de pessoas do gênero feminino. Ademais, em cenários políticos agressivos, muitas são as batalhas diárias para aprovação de propostas e projetos que visem a mudanças relevantes para esse recorte considerável da população.

Tal fenômeno de hostilidade à figura do “outro” (o que inclui, além do grupo já referenciado, segmentos LGBTQIA+, homens negros e outras lideranças opostas ao padrão do privilegiado homem branco) contribui para a continuação das desigualdades. Isso porque corrobora para que persista na estrutura colonial herdada que sustenta o preconceito e ratifica as relações desiguais tão presentes no tecido social.