Consequências da discriminação no ambiente político no Brasil
Enviada em 10/08/2023
A Democracia deliberativa, criada pelo alemão Jürgen Habermas, constitui-se como um modelo ou processo de deliberação política democrática caracterizado por um conjunto de pressupostos teórico-normativos que incorporam a participa-ção política. Semelhantemente, a democracia e essa participação política só pode ser atingida de maneira produtiva, mediante um ambiente político respeitoso. Entretanto, ainda é persistente a discriminação no ambiente político, no Brasil, isso se dá devido não só à uma falta de educação de qualidade, como também à falta de administração estatal eficiente. Com base nisso, é necessário entender os pinci-pais motivadores da manutenção dessa discriminação no Brasil.
Primeiramente, a educação que compromete-se em educar de maneira indís-pensavel para o convívio social, é a educação cívica. A historiografia do Brasil,no período da ditadura militar, outorgou a implementação da pasta educacional moral e cívica. Contudo, posto em prática essa elaboração foi pertinente para a domina-ção da ditadura militar e exaltação do nacionalismo. Paralelamente, infelizmente foi usada apenas para estabilidade do regime opressor. De acordo com Durkheim, mentor da educação cívica, a educação se apresenta como forma socializadora. Nesse contexto, é relevante uma educação cívica de qualidade que proponha o usurfruto da cidadania e a compreensão saúdavel das diferenças soció-culturais em contraste aquela da ditadura.
Além disso, é de responsabilidade governamental a administração eficiente da proteção democrática. Nesse ínterim, o filósofo grego Aristoteles defendia que a política deve ser articulada por homens que visem alcançar o bem-estar múltuo. Todavia, a falta de políticas públicas que viabilizem uma educação voltada as particularidades do ser, com recursos pedagógicos necessários para a realização de instruções ao combate a discriminação, potencializa a inoperância da máquina estatal.
Portanto, é imperioso que seja adotado medidas sanativas. Para isso, o Ministério da Educação — responsável pela pasta educacional do país — deve ampliar a verba orçamentaria, por meio da votação de deputados e senadores, a fim de efetivar a educação pública e diminuir a discriminação no Brasil.