Consequências da discriminação no ambiente político no Brasil
Enviada em 17/09/2023
Segundo a filósofa alemã Hannah Arendt," A essência dos direitos humanos é o direito ater direitos." Contudo, vê-se que os direitos conquistados pelos grupos minoritários, como pretos, índios e mulheres, não são suficientes para que eles possam ocupar cargos de liderança no ambiente político. Nessa perspectiva, faz-se necessário analisar dois pontos acerca do óbice apresentado, que são a exclusão social de espaços que deveriam ser de todos, como consequência da discriminação e o distanciamento de uma política mais plural e igualitária.
Nesse viés, primeiramente, é válido abordar que devido ao preconceito, os indivíduos que querem fazer parte da política, de forma ativa, são inferiorizados nesses ambientes, o que pode levar à exclusão dessas pessoas dos cargos de poder. Nesse âmbito, de acordo com a Agência Patrícia Galvão, 32% das mulheres já foram discriminadas no ambiente político por conta do seu gênero, enquanto que os homens, apenas 10%. Dito isso, percebe-se que a inferiorização das minorias, em um local que deve ser exemplo de igualdade e respeito, dificulta a garantia dos direitos básicos para todos.
Por conseguinte, cabe analisar que esse preconceito gera um distanciamento da política plural e equânime, que deveria ser seguida no país. Nessa conjuntura, pode-se citar o pensamento sociológico da antropóloga Lilia Schwarcz, que, basicamente, diz que, no Brasil, existe uma política de eufemismos, ou seja, determinados problemas são suavizados e não recebem a visibilidade que merecem. Logo, evidencia-se que as situações envolvendo discriminação contra mulheres, negros, pardos e índios no espaço político são veladas e minimizadas, o que prejudica a atuação daqueles que querem, de fato, mudanças para o país.
Portanto, é de suma importância que o Supremo Tribunal Federal, como instituição de alta relevância para o país, acabe com a discriminação nos ambientes políticos. Isso deve ser feito por meio de multas, suspensão do cargo e, em casos supremos, prisão. Também é preciso que haja a conscientização da sociedade, por meio de projetos, nas escolas,por exemplo, em prol da pluralidade e equidade, a fim de que exista uma democracia plural e igualitária que aceita todos que possam melhorar o desenvolvimento da nação brasileira.