Consequências da discriminação no ambiente político no Brasil

Enviada em 27/10/2023

A Constituição de 1988 foi um marco na história brasileira, pois foi a primeira vez que o páis teve uma constituição que tem como um de suas bases o direito ao lazer e o bem estar de todos. No entando, esse avanço se mostrou insuficiente, visto que a discriminação é bem forte na sociedade brasileira, afetando principalmente pessoas de raça, cor, etnia e religião. Nesse contexto, deve-se analisar como a negligência estatal e a secundarização dos direitos no Brasil impulsionam tal problemática, com o intuito de solucioná-la.

Diante desse cenário, nota-se a inopêrancia governamental como fator agravante com a discriminação, muitas das vezes sendo vista em meio à política. De acorod com o geógrafo Milton Santos, em seu texto “As Cidades Multiladas”, a cidadania atinge à plenitude de sua eficácia quando os direitos do corpo social, em sua totalidade, são homogeneamente desfrutados. Todavia, no contexto hodierno, a passividade do Estado distancia a população negligenciada dos direitos constitucionalmente garantidos, à medida que, isso leva ao desrespeito e o preconceito logo em seguida, pela pessoa ser uma mulher ou um índigena querendo seu lugra por direito na sociedade. Dessa forma, enquanto a máquina pública negligênciar suas responsabilidades, o problema perdurará, e politica em seu todo continuara a ser mutilada de forma sistemática.

Além disso, é notório como no Brasil houve uma secundarização histórica nos direitos. Nesse sentido, no livro “A Elite do Atraso”, o autor brasileiro Jessé Souza discorre sobre como o desenvolvimento no Brasil foi guiado por uma elite interessada apenas nos lucros rápidos e todos os direitos da populção ficaram à mercê e, como consequência, a discriminação em sua total força afetando a cidadania como um todo, sendo muito visto no meio político.

Em suma, o cenário exige uma ação robusta do Estado e da sociedade civil. Portanto, a União, por meio do Ministério da Igualdade Racial, deve criar um plano de apoio, como campanhas e palestras, com fundo próprio, combatendo esse meio fragilizado da politica, com intuito de erradicar. Além disso, a sociedade deve se unir para eleger representantes que visem a diminuição de tal problema. Assim, garantindo os direitos dos constituintes de 1988.