Consequências da discriminação no ambiente político no Brasil

Enviada em 05/10/2023

“As ideias dominantes de uma época nunca passaram das ideias da classe domi-nante”. A reflexão atribuída ao filósofo Karl Marx pode facilmente ser aplicada ao contexto das consequências da discriminação no ambiente político no Brasil, já que por ser um ambiente dominado muitas vezes por um único grupo social, abre es-paço para o preconceito com a minoria. Assim, torna-se claro que esse panorama tem origem na negligência governamental. Desse modo, atuam agravando esse quadro central a desigualdade socioeconômica e a falta de representatividade.

Nesse contexto, é evidente que a disparidade socioeconômica cristaliza os estig-mas associados as consequências da discriminação no ambiente político brasileiro. Isso ocorre, pois, a falta de recursos, acesso limitado à educação e oportunidades desiguais podem dificultar o envolvimento político de pessoas de baixa renda. Di-ante disso, existe a concentração de poder político e influência nas mãos de grupos econômicos privilegiados, moldando políticas de acordo com seus interesses, as-sim, excluindo as vozes e perspectivas dos menos favorecidos.

Além disso, é válido ressaltar que a falta de representatividade, potencializa ainda mais essa conjuntura. Isso acontece porque a discriminação e o preconceito com base em raça, gênero, etnia, orientação sexual e outras características podem de-sencorajar a participação política, criando barreiras estruturais e culturais, que di-ficulta o acesso e a ascensão no governo. Por consequência disso, se enfraquece a democracia como um todo, já que a falta de diversidade e inclusão na tomada de decisão mina a representatividade e a legitimidade do sistema político, de acordo com o Luís Roberto Barroso, Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil.

Portanto, diante da situação exposta, a Sociedade Civil Organizada deve pressio-nar o governo federal, a criar o plano “Onde Nascem os Políticos”, que, por meio de verbas destinadas às classes minoritárias como indígenas, quilombolas e pessoas de comunidades carentes, possam a ter acesso à bolsa de educação política em universidades públicas. Isso incluirá também, a parceria com partidos políticos, a fim de que facilite a afiliação partidária, aumentando, assim, a representatividade e as chances de ascensão dessa minoria no poder público. Dessa forma, construirá uma sociedade com mais isonomia e justiça entre todos.